30 de janeiro de 2009

Seja na escola ou em casa, é hora da História!














Ou porquê é importante ouvir

e contar histórias

Ouvir história é muito bom! As crianças adoram e mais do que isso, precisam delas. A contação de histórias é uma atividade importante, envolvente e fascinante que pode ( e deve) fazer parte da rotina das crianças com seus pais ou professores.
É senso comum dizer que todos sabem contar histórias. Mas.. será mesmo ? Penso que a vid aé feita para contar histórias. Não há razão maior e mais significativa; e as crianças reconhecem essa importância. Você já observou seus filhos ou alunos ? POr volta dos dezoito meses a criança vai desenvolvendo a oralidade, vai começando a falar,e esse é um dos momentos mais importantes da sua vida. É a capacidade de se comunicar através da linguagem oral que nos distingue enquanto seres humanos das demais espécis animais.

É através da observação das falas dos outros que a criança aprende a falar. Nesse espaço a contação de histórias ganha importância tripla: A priori desenvolve os laços de contato e afetividade entre pais/professores e filhos/alunos; aumenta o repertório de palavras da criança; contribui para o desenvolvimento da personalidade infantil.
O momento da contação é um momento de abertura do logos tempo-espaço no qual a criança e pai/professor mergulha numa dimensão que pertence somente a eles: o mundo dos mitos, das lendas, dos contos e das fadas. A expressão "era uma vez" , "há muito tempo" , "certa vez" são os passes de entrada para esse fantástico mundo de aventuras permeado por heróis, princesas, seres fantásticos (até mesmo no sentido lato da palavra). Ao ouvir as histórias a criança vai absorvendo as palavras e situações novas envolvidas na história, e com o passar do tempo, vai lhes atribuir significado, um dos requisitos mais importantes para sua aprendizagem social. É importante não só ouvir a história, mas também brincar com ela. É através da identificação da criança com os personagens que a criança reconhece seu papel no mundo, bem como desenvolve idéais de valores, ética, conduta, moral, limites. Sendo assim, ao contarmos o mito de Hérakles ela pode reconhecer-se como o mesmo, desempenhando seus doze trabalhos e reconhecendo em Zeus a autoridade de seu pai ,e em Hera a necessidade de desapegar-se da mãe para assi ingreessar no mundo cultural, o mundo de fora, onde certamente ela atuará mais decididamente ao longo de sua vida.
A contação de história é um legado cultural. Os indíos das mais diversas culturas contavam e ainda contam seus mitos e lendas aos mais jovens das tribos e aldeias. Os gregos antigos tinham a aprendizagem dos mitos relativos aos deuses como parte da formação educacional e religiosa. POrém, o que se observa é que essa prática tão divertida e gostosa veoi perdendo-se com o passar do tempo. O mundo contemporâneo, atarefado e cheio de agendas vem fazendo com que os pais percam o tempo para estar em contato com seus filhos, o que é uma pena, visto a importância dessa atividade mostrada nas linhas acima.

A Hora da História

Não há receitas para contar bem uma história, porque o que serve a um pode não servir a outro. Mas, diz, pode haver algumas técnicas: a repetição é uma regra de ouro. As personagens ganham vida com o tempo. Começa-se a experimentar coisas. Diz-se que quem conta um conto acrescenta um ponto. É esse ponto, o pormenor, que vai evoluindo. Fato é que o mais importante é contar a história é causar um envolvimento para que a criança sinta-se interessada em ouvir a história.


Algumas Dicas
- Conheça a história a ser contada. Se ela for oral, tenha em mente um roteiro de como ela será contada, se for escrita, leia o texto antes de contá-lo às crianças.

- O primeiro passo ao contar a história é motivar a criança. Faça perguntas relativas ao tema da historias, como "você conhece o personagem .... ", " vocês já imaginaram como seria o mundo se..." " Como será que ....". Além de fazer as perguntas abra espaço para que elas possam dar suas respostas. Estimule a criança a falar autonomamente. Não complete suas falas , tampouco corrija as suas colocações. Lembre-se que o espaço do conto é um lugar onde o impossível não existe. Então se a criança responder que vai voar, porquê não ? Ela sabe que pode voar, mas na dimensão da história, não na realidade. Mais do que o contador, a criança sabe muito bem que história e "realidade" são dimensões diferentes, e que ao "era uma vez" o espaço para esse mundo está aberto.

- Conte a história sem pressa, mas também não seja tedioso. As crianças não aguentam muito tempo sentados. Seja breve e minucioso. Não omita detalhes com medo de que elas fiquem impressionadas. Deixe que a criança elabore suas próprias conclusões. Em casos de livros com gravuras , o ideal é que a criança que está ouvindo não as veja. Os livros com gravuras são ideais para quando elas estão "lendo" sozinhas (ler aqui não significa necessariamente oralizar o texto escrito e gráfico, mas sim, entender a mensagem que o TEXTO traduz, seja por meio da escrita, dos recursos gráficos ou dedutivos), mas quando elas estão ouvindo a história o ideál é que se deixe elas imaginarem a caracterização e comportamento das personagens.

- Dê ritmo a histórias. Tente elaborar vozes e gestos diferentes para cada personagem. Não tenha medo de parecer redículo. Isso faz parte da diversão!
-E o mais importante: faça disso um momento importante, na história a criança pode revelar brechas daquilo que ela sente, direta ou indiretamente, então,esteja atento e ouvinte àquilo que ela pode revelar.
Caso a história seja contada antes da hora de dormir, deixe um espaço pra que a criança brinque com a história. Traga fantasias, brinquedos, roupas velhas... mergulhe na história, abra mais um espaço para o faz de conta. É nesse momento em que a criança vai poder revelar aquilo que ela realmente identificou da história: sua mensagem, os momentos que mais gostou.

Que Histórias Contar e Quando Contar


As histórias devem ser selecionadas de acordo com a idade da criança e sua necessidade. Esse tipo de atividade pode ser iniciado mesmo na gestação, através de conversas dos pais com os bebês, porém, a partir dos três ou quatro anos, quando a imaginação e a linguagem verbal começam a desenvolver-se a contação deve ser constante. Esse é também um momento importante na formação da personalidade da criança. A criança desenvolve novas percepções dos pais e reelabora as suas formas de amá-los. Reconhece em cada um um papel importante e diferenciado. É importante que ambos sejam presentes e respossáveis, para que a criança possa desenvolver modelos saudáveis a cerca do homem e da mulher.
Histórias adequadas para crianças de dois a oito anos podem são encontradas no link abaixo. Porém, os pais, de acordo com as suas relações com os filhos, são os mais indicados para escolher as histórias para seus filhos. Basta ter sensibilidade e reconhecer através de seus pedidos (direta ou indiretamenet) aquilo que eles demonstram.
Outra coisa importante é que as histórias da própria criança, sejam elas contadas pelos pais ou pelas próprias crianças, ou seja, as memórias, tenham um espaço garantido, bem como as lembranças de família. Nós, seres huamons, somos animais culturais. Dependemos de um grupo para sobreviver. A família é uma esfera importante da comunidade, e quando se é aceito da forma como se é na família, a criança tem uma base firma e sólida para que se sinta segura e forte para crescer e enfrentar o mundo fora de sua casa ou da sala de aula. É importante que se diga que o momento da contação de histórias mais do que uma "brincadeira" é uma sitação construtiva de aprendizagem, não só formal, mas também sócio-cultural. Na história e no momento de reencenar a história, a criança pode exibir aquilo que ela entende do mundo, o que sente e o que espera das pessoas que lhe cercam.
O mais importante é que não se tenha medo de brincar. O tempo que "perdemos" com as crianças nesse tipo de atividade é que faz com que elas realmente entendam porque elas são importantes para nós. E elas são mais importantes do que nós mesmos imaginamos. Abrace seus alunos/filhos.



1 comentários:

Cornélia disse...

Excelente ! Para quem já teve a experiência de ser mãe e agora é aprendiz de pedagoga, pude rever todos os conceitos aprendidos/vivenciados até então.
Leitura obrigatória para todos os pais !